Caraca! Muito, mas muito tempo sem vir aqui.
Oras, me perdoe, caro leitor. Creio que vocês bem sabem (até porque eu já disse mais de uma vez por aqui) o real motivo para essa inadimplência. Portanto não estarei perdendo nosso luxuoso tempo e espaço para reforçar tais peripécias escolares.
Mas saibam que, a cada mínimo tempo que me sobra, eu aproveito pra dar um olázinho a vocês por aqui.
Muita coisa pra escrever. Apóio o laptop no colo, uma ou duas bebericadas numa caneca de café, e vamos lá.
Como sempre, dica de cinema. E dessa vez ela vem antes. “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” está abaixo de minhas expectativas. Se quiser uma boa aventura da série, a melhor é a segunda dos quatro. “Indiana Jones e o Templo da Perdição”, se chama. É o que mais vale a pena, com Ford no auge de sua carreira (e juventude, diga-se de passagem), sempre pincelado pelas trilhas fantásticas de John Williams.
Quanto à televisão. Sempre gostei de novelas (e isso, não escondo de ninguém). Não gostei do final da novela passada (“Duas Caras”) e estou gostando muito menos do desenrolar da presente (“A Favorita”). Não acontece absolutamente nada de interessante e capítulo a capítulo eu realmente penso em desistir de segui-la. Mas eu sou forte e resistirei por alguns capítulos mais.
Não resisto ao impulso de tecer algumas reflexões, como sempre. Leonardo da Vinci (dispensa apresentações) certa vez chamou os olhos de “janela da alma”. E é incrível como ele acertou, como sempre, em cheio. Não são muitos os capazes de enxergar através de tal janela, mas uma vez que se aprende a lê-la, é incrível como um olhar transparece os pensamentos das pessoas. Até o mais exímio mentiroso é incapaz de prender seus pensamentos no claustro mental. Este, inclusive, deixa de ser um claustro para os bem-treinados leitores de pensamento.
Mas, além das vantagens que esse dom traz aos “escolhidos”, o mesmo pode tirar-lhes o direito de serem enganados. Como assim? Direito de ser enganado?
Vamos lá. Talvez a falsidade de uma pessoa sirva para deixar você feliz. Não acredita? Olhe em volta, analise, pare e pense. Você pode peneirar no máximo três ou quatro amigos sinceros entre uma legião de seguidores.
É duro, com certeza, mas é a realidade. E talvez essa legião te conforte, e isso até certo ponto é bom. O limite é quando ocorre a decepção e percebe-se a verdade. Concordam comigo que quem sabe ler olhares enxerga ela muito mais facilmente?
Pois é. Entender a falsidade é um trabalho desgastante. E saber lidar com ela é pior ainda. Será o destino desses poucos viver numa eterna peça de teatro?
Ah! Já não era sem tempo: Felipão no Chelsea! Agora vai!
O gloriosíssimo técnico assinou com o clube semana passada.
(Sem comentários sobre a final da Champions League)
=)