Sábado, Maio 03, 2008

Rêve Rouge - a preparação para um futuro desconhecido


Me desculpem pelo tempo de ausência. Poderia destilar não poucas bobagens dizendo que estou sem tempo, estudando muito, sendo consumido por parte dos 64 livros do colégio, etc. Mas como sempre, apelarei diretamente pra minha sinceridade matemática para dizer que simplesmente não estava afim. Deixei o texto anterior flutuar pelo blog por um tempo suficiente para ver conseguia atingir um bom número de apreciadores, visto que, na minha opinião, ele foi o clímax do que minha pobre massa cinzenta conseguiu produzir até agora no blog.
Mas, finalmente, depois de algumas cobranças tanto em comentários quanto pessoalmente, aqui estou eu para alegria (e tristeza) de alguns, risos.
E tanta coisa aconteceu nesse meio tempo, rapaz...
Tivemos o “caso” Isabella, a falta de alimentos a nível global, o político que carregou junto a sogra pro exterior, nossa bolsa de valores batendo recordes, meu time disputando a final da Champions League (isso nem é tão universalmente importante, mas eu não pude resistir).
E eu aqui sem aproveitar bulhufas no blog. Novamente vou me ater a uma questão pessoal em um texto que deveria voltar-se exclusivamente aos acontecimentos externos à essa humilde criatura que vos fala (seria “vos escreve”?).

“Vamos trabalhar?” – citando meu professor Marcelo novamente.

Numa conversa culta (o termo “típica” seria mais adequado, quem sabe) com o igualmente culto (e “típico”) Igor, do blog Segura Moringa, ele levantou uma questão que é realmente interessante. Levando em conta que o ser humano em questão se encontra em um nível escolar um ano antes do meu, ele disse que talvez o fato de que, o dia no qual toda essa vida que temos agora vai terminar, seja um pouco triste. Para mim acaba antes, diga-se de passagem, e é por isso que aqui escrevo a análise que utilizei comigo mesmo para acostumar-me com a idéia.
Estamos em uma vida de conformidades. Sábio é aquele que aprende a se conformar com os fatos que são dispostos à sua frente, sendo eles bons ou ruins, e tirar o maior proveito possível dos mesmos. Alguém seria sábio?
Ao analisar o aspecto humano, não. A pessoa que se conforma com tudo não existe, e mais que uma utopia, ele seria provavelmente uma estátua. O ser humano tem sentimentos, e eles influem com certeza na sua forma de pensar e agir. Portanto é impossível o nascimento alguém com uma frieza tão grande, capaz de analisar todos os acontecimentos ao seu redor sem deixar ser influenciado por um tracinho de amor ou ódio. Em redundância: querendo ou não, nossa vida baseia-se no sentimento. E o mesmo, baseia-se no contexto e situação em que estamos inseridos.
A época do colegial não pode ser tomada como um contexto ou situação únicos. Nela, estão inseridas as nossas amizades, primeiros amores, tristezas, decepções, todas as preparações para nossa formação, entre muitos outros. É uma parte tão complexa da vida que se torna impossível de ser definida ou completamente compreendida. E, como eu disse, o que sentimos depende do contexto. E como nos sentimos em meio a um turbilhão de contextos, conhecidos por “adolescência”? Ninguém sabe. Lidar com um adolescente é arriscar-se em uma montanha-russa de emoções, imprevisíveis.
Boa ou ruim, um dia essa fase acaba.
A passagem para um interlúdio entre ela e a vida adulta, o que conhecemos como “fase da faculdade”, é algo brusco e precoce. Nem todos estão preparados para caírem num mundo alheio ao que conviveram por, no mínimo, 10 anos de sua vida.
E é nessa teia obrigatória que todos serão, estão ou já foram presos que começa realmente o amadurecimento. É impossível definir quais amizades serão mantidas, se o “amor da vida” existente na fase de adolescente continuará, e, finalmente, ocorre uma freada na tal montanha-russa sentimental anterior.
Essa violência obriga a pessoa a acostumar-se que, nessa vida, olhar aos lados e não ver ninguém ao lado é algo extremamente comum e rotineiro. Uma primeira vez de muitas.
Assustador? Provavelmente. Talvez você, lendo agora, já tenha passado por isso, e tem completa idéia do que estou dizendo. Eu ainda não passei. O que digo por enquanto é apenas fantasia. Um “rêve rouge”, um sonho escarlate de algo que ainda não experimentei.
Essa análise pelo menos me ajuda a montar uma idéia de um futuro, sombrio e claro, contrastante, barroco, que possivelmente me aguarda.
Restar sentar e esperar ansiosamente para saber se tudo o que imagino não é puro fruto da imaginação fértil de alguém que não sabe em qual das fases pode ser classificado.

Ah, pra não esquecer. Presto aqui minhas homenagens à Pat Lampard, mãe do jogador do nosso querido clube londrino Chelsea, falecida na semana passada. Esta camisa foi exibida após o primeiro gol do jogo contra o Manchester United do dia 26/04, no qual Frankie não estava presente.



E também, dois adendos:
1) Fui assistir ao Cirque du Soleil, Alegría, em São Paulo. Lindo espetáculo, como sempre, impressionante, agradabilíssimo, transborda arte. Valeu muito a pena. Detalhes no próximo post.
2) Assistam Homem de Ferro, com certeza. É muito mais que uma baboseira "super-heróica", sem dúvidas o melhor filme da Marvel até então.

Valeu, pessoal.
"Alegría!" =)



Publicado por Vec ;) em 1:31 AM ¦
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